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Área Que

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DATILOSCOPIA (PAPILOSCOPIA)

Papiloscopia e Revelação de Impressões Papilares

 

Papiloscopia é a área da Criminalística que trata do estudo dos desenhos e impressões formados pelas papilas dérmicas, que são as pequenas projeções ou elevações do tecido da pele, saliências que se destacam nos dedos, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

O conjunto de procedimentos e metodologias adotados no local de crime, disciplinando os exames periciais a serem realizados nos objetos que foram tocados, em outros materiais e mesmo na vítima, é chamado Revelação de Impressões Papilares.

 

Classificação da Papiloscopia

A papiloscopia pode ser classificada quanto ao objeto de estudo e também quanto ao objetivo.

Quanto ao objeto de estudo, a Papiloscopia divide-se em:

·       Datiloscopia: ocupa-se da análise dos desenhos formados pelas papilas dos dedos das mãos e das impressões por eles feitas, as chamadas impressões digitais;

·       Quiroscopia: trata dos desenhos formados pelas papilas das palmas e pelas pregas de flexão das mãos e das impressões por elas feitas, também chamadas impressões palmares;

·       Podoscopia: estuda os desenhos formados pelas pregas de flexão e papilas da planta e dos dedos dos pés e as impressões formadas por elas, conhecidas como impressões plantares.

 

Fundamentos da Papiloscopia

A utilização da Papiloscopia como uma das ferramentas mais importantes na identificação humana é devida aos quatro fundamentos em que ela está baseada, assegurando precisão nos resultados, quais sejam:

 

Perenidade

Os desenhos papilares se formam na vida intrauterina (aproximadamente no sexto mês de gestação) e permanecem iguais até a morte do indivíduo, ou seja, são perenes. A primeira verificação de perenidade (THORWALD, 1968) foi feita por HERSCHEL, um Magistrado britânico na Índia, ao utilizar as impressões papiloscópicas para oficializaçãoo de contratos, identificação de presos e pagamento de pensões, tomando inclusive suas impressões palmares em 1860 e, posteriormente, em 1890, concluindo sobre a perenidade dos desenhos papilares durante o período de vida adulto.

Imutabilidade

É a propriedade que possuem as papilas dérmicas de não mudarem a sua disposição original. Também com a participação de HERSCHEL, a imutabilidade até hoje tem sido verificada na prática, uma vez que os desenhos papilares não se modificam, regenerando-se e formando a mesma configuração inclusive após sua retirada. Ao longo da vida, podem ocorrer modificações, decorrentes de atividades, doenças ou cicatrizes, mesmo cirúrgicas; entretanto, o desenho papilar tende a permanecer o mesmo.

Variabilidade      

É a propriedade que possuem os desenhos papilares de não se repetirem, variando de dedo para dedo e de pessoa para pessoa. Demonstrado por FRANCISGALTON e até hoje ainda objeto de pesquisa científica, o manancial de diferenças que podem ser encontradas entre os desenhos papilares, notoriamente os desenhos digitais, permite a individualização de cada uma das pessoas neste mundo.

Classificabilidade

É a capacidade que têm as impressões papilares de serem agrupadas, permitindo rápida consulta, especialmente na identificação civil. Na área criminal, a importância da classificabilidade reside na rapidez com que os confrontos de fragmentos revelados na cena do crime devem ser realizados. Entretanto, muitos fragmentos de impressões digitais que não podem ser classificados requerem mais tempo para serem examinados e confrontados.

 

Sistemas de Classificação das Impressões Digitais

Os sistemas de classificação de impressões digitais são uma maneira de organizar os arquivos de impressões digitais de forma a permitir serem confrontados com as fichas de um arquivo com características mais próximas, reduzindo o número de fichas a serem examinadas. Essa necessidade surgiu, primeiramente, para a identificação criminal, em que, um preso era identificado ao ser recebido, comparando-se suas impressões digitais com aquelas anteriormente armazenadas. Posteriormente, fragmentos revelados na cena do crime passaram também a ser confrontados.

Dos diversos sistemas de classificação de impressões digitais, o primeiro a ser proposto e ainda hoje utilizado no Brasil e em diversos outros países foi o Sistema Vucetich de Classificação de Impressões Digitais. Convém ainda lembrar que existem outros sistemas de classificação de impressões palmares e plantares.

 

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